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'Fura-filas'

TCE analisa pedido de afastamento dos secretários Sabá Reis e Shádia Fraxe

Ação conjunta do MPC e das Defensorias do Estado e União pede 60 dias fora do cargo e investigação sobre vacinação da Covid
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Há 2 semanas

O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) vai analisar o pedido de afastamento dos secretários municipais de Limpeza Pública, Sabá Reis (PL), da Saúde, Shádia Fraxe, e de seu subsecretário, Luís Cláudio de Lima Cruz.

Representação formalizada pelo Ministério Público de Contas (MPC) e Defensorias Pública do Estado (DPE) e da União (DPU), pedem o afastamento dos gestores por 60 dias para que sejam apuradas ambas as responsabilidades e a falta de transparência e impessoalidade administrativa na execução da campanha de imunização da Covid-19 em Manaus.

Em despacho publicado na edição desta quarta-feira, 24, no Diário Oficial do TCE, o presidente do órgão, conselheiro Mario de Mello, admitiu as duas representações e designou o auditor Alípio Reis para relatar o pedido de afastamento de Sabá Reis e, o conselheiro Júlio Pinheiro, para analisar o processo referente à Shádia e Luís Cláudio.

A vacinação contra a Covid iniciou em Manaus no dia 20 de janeiro com polêmica, quando veio à tona que os dois secretários citados "furaram" a fila para tomar a vacina, assim como outras pessoas que não estavam nos grupos prioritários.

Sabá Reis, no dia seguinte à polêmica vir à tona, anunciou que estava acometido da Covid e, dois dias depois viajou para São Paulo para fazer o tratamento.

Shádia Fraxe, por sua vez, pediu licença da função na semana passada, por um período de duas semanas, alegando tratamento de saúde.

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