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Rio Grande do Sul

Morte de negro justifica o porquê de termos Dia da Consciência Negra

João Alberto Silveira de Freiras foi morto por espancamento dentro de uma unidade do supermercado Carrefour de Porto Alegre


Da redação / portais
20/11/2020 às 11h20min

- Foto: Reprodução


Um homem negro foi espancado e morto por dois homens brancos em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, na noite desta quinta-feira (19), véspera do Dia da Consciência Negra (20). João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi agredido em uma unidade do supermercado Carrefour. As imagens da agressão foram gravadas e circulam nas redes sociais

Os dois suspeitos, um de 24 anos e outro de 30 anos, foram presos em flagrante. Um deles é policial militar e foi levado para um presídio militar. O outro é segurança da loja e está em um prédio da Polícia Civil. A investigação trata o crime como homicídio qualificado. O Carrefour e a polícia não divulgaram os nomes dos agressores.

Veja as imagens:

https://www.sbtnews.com.br/noticia/brasil/autor/sbt-news/154457-homem-negro-morre-em-porto-alegre-depois-de-ser-espancado-por-segurancas

A Brigada Militar, como é chamada a Polícia Militar no Rio Grande do Sul, informou que o espancamento começou após um desentendimento entre a vítima e uma funcionária do supermercado, que fica na Zona Norte da capital gaúcha. A vítima teria ameaçado bater na funcionária, que chamou a segurança.

Ainda não se sabe o que deu início às agressões.

"A esposa [da vítima] referiu que eles estavam no mercado fazendo compras, que o marido fez um gesto, que ela não soube especificar, para a fiscal. E ele teria sido conduzido para fora do mercado", destaca a delegada Roberta Bertoldo.

João Alberto costumava frequentar o mercado segundo informaram os familiares. Ele também fazia parte de uma torcida organizada de um time da zona Norte de Porto Alegre, o São José, que prometeu uma ação dura nesta sexta-feira contra o assassinato de seu integrante.


Prevendo tumultos e responsabilizações, a rede Carrefour anunciou que vai prestar toda a assistência possível para a família de João Alberto, encerrou contrato com a empresa de segurança patrimonial a qual um dos agressores presta serviços e que fechará hoje (20) a unidade em que ocorreu o assassinato.


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