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Conhecimento produzido na academia precisa beneficiar o povo do Amazonas

O presidente da Ciama, Aluizio Barbosa, apresentou um portfólio da Companhia com projetos que melhoraram a vida de muita gente


Da Redação/ Ascom
15/09/2020 às 22h20min

- Foto: Divulgação


Na manhã desta terça-feira (15/09), diretores e técnicos da Companhia de Desenvolvimento do Amazonas (Ciama) receberam representantes da Fundação Universitas de Estudos Amazônicos (Fuea/UEA) para saberem como os dois órgãos podem contribuir com a transformação de pesquisas de inovação e tecnologia em projetos viáveis que beneficiem o povo do Amazonas.  

O presidente da Ciama, Aluizio Barbosa, apresentou um portfólio da Companhia com projetos que melhoraram a vida de muita gente e contaram com investimentos do Estado e de outras fontes. “Atualmente levamos saneamento básico ao interior com recursos da Funasa e buscamos implementação de projetos de bombeamento de água de poço e de rio para moradias de ribeirinhos, usando kits de energia solar; e também queremos construir um banco de dados que permita a qualquer investidor saber exatamente como está distribuída a indústria e a agroindústria do Estado, a partir de uma única plataforma, um único clique, e este projeto estamos chamando de Invista no Amazonas”, comentou.  

Ainda para o presidente da Ciama o governo Wilson Lima segue no caminho certo ao fomentar as pequenas soluções em desenvolvimento - aquelas que com poucos recursos e criatividade acabam alcançando grandes resultados.  

O diretor executivo da Fundação Universitas, Elias Moreira de Araújo, que se diz um sonhador, agradeceu a oportunidade da troca de conhecimentos e definiu a contribuição da Universitas. “Podemos gerar articulações entre a Ciama e algumas empresas privadas, manter contatos com pesquisadores e disponibilizar de imediato a nossa expertise em P&D e tudo quanto puder ser transformado em um projeto concreto de desenvolvimento”, asseverou Elias Moreira.  

Para o vice-diretor executivo, Carlos Henrique Costa de Souza, é a hora dos dois órgãos partirem para a elaboração de um Termo de Cooperação Técnica da Ciama com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e a interveniência da Universitas. Carlos Henrique ainda lembrou outras contribuições. “Temos espaços de salas de capacitação no interior que podem ampliar o que a Ciama já faz muito bem hoje, como os treinamentos técnicos nas áreas de contratos, licitações e uso da plataforma Mais Brasil, que encontram grande adesão entre os servidores públicos do interior”. 

O coordenador do Espaço Prefeituras da Ciama, Fernando Folhadela, demonstrou interesse efetivo em levantar os recursos para a produção de um inoculante agrícola que diminui em 30% a aplicação de fertilizantes e aumenta na mesma proporção a produtividade de frutas e outras culturas. “O custo desse projeto fica abaixo de R$ 1 milhão, mas ainda há outros de energia limpa, as ambulanchas e até laboratórios de tecnologia de alimentos, que são tão necessários, mas não existem no Amazonas a não ser nas Universidades ou institutos de pesquisas”, explicou.  

O diretor administrativo-financeiro da Ciama, José Bentes Coutinho Neto lembrou que a Ciama também vai expandir o contato com o Centro de Biotecnologia do Amazonas (CBA).

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