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Reação

Bancada prepara projeto contra decreto que reduz imposto do polo de bicicleta

O presidente Bolsonaro autorizou mudança no Imposto de Importação do produto, que tem larga produção no Polo Industrial de Manaus
image Crédito: Divulgação/Arquivo
Há 2 semanas

A bancada federal do Amazonas em Brasília se adianta e prepara um projeto de decreto legislativo para sustar os efeitos do decreto do governo federal, publicado no Diário Oficial da União (DOE), que reduz gradativamente, a partir do próximo mês, o Imposto de Importação (II) de bicicletas. A decisão partiu da Câmara de Comércio Exterior (Camex) do Ministério da Economia.

A redução tributária foi anunciada com “festa” pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em suas redes sociais na noite desta quarta-feira, 17.

Atualmente, o imposto está em 35% e, com as reduções, observou o deputado federal José Ricardo (PT), esse percentual vai chegar a 20% em dezembro.

“Isso é mais um atentando à Zona Franca de Manaus (ZFM), uma vez que a decisão prejudicará as empresas no Brasil, inviabilizando principalmente as fábricas do setor instaladas no Polo Industrial de Manaus, que são responsáveis pela produção de quase 1 milhão de bicicletas por ano, chegando a faturar mais de R$ 764,6 milhões em 2019. Ou seja, o presidente vai tirar os empregos do nosso estado para serem criados no exterior”, disse o deputado.

Em vídeo, o vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos, do PL do Amazonas, reforça que a medida do governo federal inviabiliza o polo de bicicletas da Zona Franca de Manaus e transfere empregos locais para a China, por exemplo.

Ramos adianta que na próxima semana vai se reunir, presencialmente, com o ministro da Economia, Paulo Guedes, mas um primeiro contato já foi feito pelo senador Omar Aziz (PSD) – que coordena a bancada federal do Amazonas – que enviou uma carta a Guedes, nesta quinta-feira, 18, explicando os efeitos negativos que a redução tributária do setor de bicicletas vai causar ao Polo Industrial de Manaus (PIM). “Precisamos agir duramente”, acrescenta o deputado.

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