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Calendário

CPI será retomada em agosto com novos depoimentos

Reverendo Amilton Gomes e Francisco Maximiano, sócio da Precisa Medicamentos, devem ser ouvidos na próxima semana
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Fonte: CNN - Há 2 horas

A cerca de uma semana do retorno aos trabalhos no Senado, a cúpula da CPI da Pandemia definiu os primeiros depoentes do novo período da comissão, e manteve foco nas investigações sobre denúncias de possíveis irregularidades e propinas na aquisição de vacinas contra a Covid-19.

O roteiro foi definido em reunião por videoconferência na tarde do domingo, 25, entre os membros da cúpula da CPI e senadores do chamado G7, o grupo de parlamentares independentes.

Para a terça-feira devem ser votados novos requerimentos e, em sequência, os senadores ouvirão o reverendo Amilton Gomes de Paula, apontado por representantes da Davati Medical Supply como um "intermediador" entre empresas que ofertavam vacinas e o governo federal.

O caso chegou à CPI após Luiz Dominghetti, um policial militar que atuaria como "revendedor" da Davati, afirmar ter recebido um pedido de propina do ex-diretor do Departamento de Logística da Saúde, Roberto Ferreira Dias, na negociação de 400 milhões de doses da AstraZeneca.

Líder de uma organização não-governamental, o reverendo Amilton chegou a ser convocado para depor antes do recesso parlamentar, mas sofreu de um problema renal que o impediu de ir à comissão. Ele apresentou um atestado médico de 15 dias na ocasião.

Já na quarta-feira, 4, a expectativa é ter o depoimento de Francisco Maximiano, sócio-administrador da Precisa Medicamentos e responsável por negociar a vacina Covaxin com representantes da vacina na Índia e com integrantes do governo federal.

Maximiano é uma peça importante para os senadores avançarem nas investigações dos indícios de irregularidades em contratos de compra da Covaxin pelo Ministério da Saúde. 

Na última semana, a Bharat Biotech, fabricante indiana da vacina Covaxin, anunciou a rescisão de seu contrato com a Precisa Medicamentos. O Ministério da Saúde já havia suspendido o contrato firmado em fevereiro até que a Controladoria-Geral da União (CGU) investigasse por contra própria um dos principais alvos da CPI.

Na quinta-feira, 5, vai ser a vez de ouvir o advogado da Precisa Medicamentos, Túlio Silveira, que teria atuado tentando acelerar a tramitação do contrato da Covaxin no Ministério da Saúde e assinou o contrato de compra como testemunha. Por enquanto, não há previsão de sessão para sexta-feira, 6.

A cúpula também não marcou reuniões nos próximos dias com a bancada de juristas que devem auxiliar os parlamentares na elaboração do relatório final da Comissão, que foi prorrogada para funcionar até outubro de 2021.

Para o dia 19 de agosto, os senadores pretendem ouvir o deputado Ricardo Barros (PP-PR) - sessão a ser realizada após uma série de adiamentos e acesso, por parte do líder do governo na Câmara, a todos os documentos que citam o seu nome.

Barros foi apontado pelo deputado Luís Miranda (DEM-DF) nas investigações envolvendo a Covaxin. Ao denunciar possível corrupção na aquisição da vacina, Miranda disse à CPI que ouviu do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que aquele era "rolo de um deputado", depois identificado como Ricardo Barros. O deputado nega as acusações.

Próximas semanas Também em reunião neste domingo, os senadores rascunharam um calendário para o mês de agosto conforme as diferentes linhas de investigação. A ideia é criar um foco distinto para cada semana de trabalhos: 

Primeira semana: Precisa Medicamentos e DavatiSegunda semana: Ricardo Barros e a empresa VTCLogTerceira semana: disseminação de fake news ligadas à CovidQuarta semana: gestão dos hospitais federais do Rio de Janeiro Entre o final de agosto e o início de setembro, os senadores devem se debruçar sobre a possibilidade de ouvir novamente alguns dos depoentes que já compareceram à comissão.“Temos a ideia de ouvir de novo algumas pessoas, como o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e o então secretário-executivo da pasta, Elcio Franco”, afirmou o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues.Ainda de acordo com o senador, também podem ser novamente convocados o ex-diretor de Logística do ministério Roberto Dias e a secretária de Gestão do Trabalho da pasta, Mayra Pinheiro.“Teremos uma última semana de agosto com reconvocações e, aí, caminhamos para o fim. Avalio que em meados de setembro temos um relatório”, disse Randolfe.

 

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