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Senado

CPI solicitará condução coercitiva para Wizard caso não apareça para depor

Alexandre Figueiredo, auditor do TCU, já está ciente que poderá prestar depoimento no lugar do empresário
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Fonte: Da Redação - Há 1 semanas

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia (CPI da Pandemia), senador Omar Aziz (PSD-AM), confirmou em entrevista à Globonews, na noite deste domingo, 13, que a convocação do empresário Carlos Wizard permanece programada para a próxima quinta-feira, 17. Caso o gestor não compareça à oitiva, o auditor do Tribunal de Contas da União (TCU), Alexandre Figueiredo Costa Silva Marques, estará de sobreaviso para ser ouvido na data, segundo o parlamentar.

“Ele (Wizard) não respondeu nenhum documento que nós mandamos. Ele não está no Brasil, segundo informações que nós obtivemos. Iremos mantê-lo (na quinta), mas também ficará de sobreaviso e será comunicado com antecedência o Alexandre do TCU”, afirmou Omar, e em seguida destacou que caso Wizard não apareça para prestar depoimento na quinta, solicitarão condução coercitiva, a fim de que o empresário compareça para depor na CPI.

Carlos Wizard é suspeito de integrar o chamado “Gabinete Paralelo”. Segundo o ex-ministro da Saúde (MS), Eduardo Pazuello, atuou informalmente como conselheiro dele por um mês e chegou a ser indicado para uma secretaria do órgão, mas recusou o convite.

Já o auditor do TCU, Alexandre Figueiredo Costa Silva Marques, que deve ser ouvido em caso de ausência de Wizard, era lotado no setor que lida com inteligência e combate à corrupção, do tribunal, mas foi afastado da função pelo órgão federal, na última quarta-feira, 09. O servidor é suspeito de elaborar um estudo com informações falsas, que chegaram às mãos do presidente da república.

Ainda para esta semana estão confirmados os depoimentos do ex-secretário de Estado da Saúde do Amazonas (SES-AM), Marcellus Campelo, na terça-feira, 15. O ex-titular da pasta deverá falar sobre o colapso na saúde do Amazonas, que resultou na falta de oxigênio, no início deste ano, bem como sobre suspeitas de desvio de recursos da União, destinados ao Estado, para o combate à Covid-19. Na quarta-feira, 16, é a vez do ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC-RJ).

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