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Fomento

Projeto na Assembleia quer instituir o turismo religioso no Amazonas

Proposta foi apresentado esta semana na casa legislativa
image Crédito: Divulgação
Fonte: Jeyzy Xavier - Há 2 semanas

Passou a tramitar esta semana na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) projeto de lei do deputado Carlinhos Bessa (PV) que incentiva o desenvolvimento do turismo religioso no Estado do Amazonas. Na justificativa, o parlamentar explica que o turismo religioso é um segmento que apresenta um dos maiores índices de crescimento no mercado.

”A atividade vem a retribuir decisivamente para o desenvolvimento sustentável e também para a inclusão social porque agrega um conjunto de dimensões favoráveis à solidariedade e a integração social. Ao desenvolver o turismo, também há o desenvolvimento econômico, a geração de emprego e renda. O turismo nesse seguimento não contempla apenas os espaços físicos, mas também as festividades e os eventos religiosos”, explica o deputado.

O Brasil tem 18 milhões de turistas religiosos domésticos, segundo dados publicados em 2018 pelo Ministério do Turismo. Esse número é três vezes superior ao volume de 6 milhões que visitam o Vaticano todo ano.

Bessa dá como exemplo de festas religiosas no Amazonas: Festa de Santa Teresa D’ávila em Tefé; Festa de Nossa Senhora da Conceição, de São José e de Nossa Senhora Aparecida em Manaus; Festa de Nossa Senhora do Carmo em Parintins. Ele cita ainda a Marcha para Jesus, que acontece anualmente em Manaus e demais manifestações religiosas.

"Na verdade, essas são apenas umas das muitas festividades que ocorrem todos os anos no Estado do Amazonas, sendo muitas com outras denominações religiosas, mas que merecem ser valorizadas, pois contribuem com a economia local de maneira sustentável", acrescenta.

O deputado ressalta que o Amazonas ainda não tem foco turístico com relação a esse segmento, mas que a cultura religiosa é rica na região, principalmente no que se refere as festas dos padroeiros nos municípios. "Com este desenvolvimento religioso, haverá uma contribuição para a conservação, preservação e valorização do patrimônio histórico cultural, pois nenhuma outra atividade tem tamanha capacidade para revigorar áreas, que, por algum motivo, estão adormecidas", afirma.

A proposta ainda não tem relator.

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