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Aleam

Revendedoras de carros aprovam projeto que obriga informar dados de veículos

Para o autor, deputado estadual João Luiz (Republicanos), a proposta faz valer o princípio da transparência
image Crédito: Divulgação
Fonte: Jefter Guerra - Há 3 semanas

Gerentes e consultores de revendedoras de carros de Manaus consultados pelo Portal Norte de Notícias concordam com o projeto de lei 517/2020, aprovado esta semana na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), que obriga as revendedoras a fornecer a procedência dos veículos - usados e seminovos - expostos à venda. 

O objetivo da lei, de autoria do deputado estadual João Luiz (Republicanos), visa garantir ao consumidor o direito de ser informado sobre todos os aspectos de serviço ou produto exposto ao consumo, traduzindo, desta forma, o princípio da informação, sobretudo, se o veículo é comprado de leilão, locadora ou  seguradoras.

Na avaliação do deputado, a proposta faz valer o princípio da transparência. 

"É de conhecimento comum, a irregularidade de que os veículos procedentes de leilões, locadoras de veículos e salvados (recuperados pelas seguradoras) possuem valor de mercado menor do que os negociados pela tabela FIPE. Somado a isso, tem a questão das seguradoras, cuja maioria se nega a segurar automóveis nestas condições”, justificou João Luiz, ao acrescentar que esta iniciativa permitirá que os consumidores fiquem bem informados, evitando problemas e desgastes futuros.

Para  o consultor de vendas da loja Leonardos Veículos, Juliano Souza, a obrigatoriedade da lei é muito importante para que os clientes não sejam enganados. Ele ressaltou que a revendedora só compra carros de particulares para a revenda em seu pátio; 

“A nossa loja não costuma comprar carros oriundos de leilão, porque a venda do veículo sempre esbarra no financiamento por intermédio do banco. Por isso sempre informamos aos nossos compradores que os nossos carros são comprados de particulares, de feira ou pela internet, para revenda. Ou seja, aceitamos o carro do cliente como abatimento no valor da compra dos nossos veículos", disse.   

Outra loja a comemorar a criação da lei, é a Amazon Veículos que, segundo a gerente de vendas, Simone Souza, toda concessionária de venda e revenda de veículo tem a obrigação de informar aos seus clientes de onde eles compram os seus carros. 

“Os nossos automóveis são comprados de particulares e de concessionárias, mas sempre informamos aos cliente esses dados.  Achei muito bom essa criação dessa lei, porque obriga as lojas a dizerem a procedência da compra de seus veículos, mas o cliente também pode puxar as informações do carro, para saber se ele é oriundo de leilão, locadora ou seguradoras e, até, quem foi seu último dono, se tem restrições e multas, através de sites  que consulta que informa a procedência veículo”, indica a gerente. 

Já de acordo com o gerente comercial da loja de revendas de carros, Puppo Multimarcas, Alessandro Sangali, o projeto vem corroborar a segurança do cliente ao adquirir um carro semi-usado. 

“90% dos nossos veículos são comprados de concessionárias e deixamos essa procedência bem clara para os nossos clientes. Isso porque não realizamos compras de carros em leilão, justamente pela burocracia que o banco impunha na tratativa da venda do mesmo, que, há cinco anos, quando os clientes que compravam da loja veículos oriundos de leilão, encontravam irregularidades na consulta de sua placa, acabavam botando banco na justiça. Por conta disso, não trabalhamos com a compra de carro desta natureza”, concluiu.  

Saiba sobre veículo 

O site www.consultarplaca.com.br, por exemplo, oferece ao comprador de veículo o maior número de informações de segurança na compra de veículo, evitando dor de cabeça no futuro.

No relatório do veículo é possível saber se:

O carro possui restrições que inviabilizam o mesmo de ser assegurado por grande parte das companhias de seguros;  O carro possui débitos junto a órgãos públicos (multas, ipva, seguro obrigatório) que precisam ser quitados antes da transferência; O carro possui registro de sinistro (perda total) que pode desvalorizar o mesmo; E se as informações passadas pelo vendedor são realmente verdadeiras.

Ainda sobre o Projeto de Lei

Em caso de descumprimento, o projeto de lei prevê, ainda, a multa de dez salários mínimos vigentes, cujo valor será revertido ao Fundo Estadual de Defesa do Consumidor (Fundecon), criado pela Lei n.º 2.228, de 29 de junho de 1994.

O texto entrará em vigência a partir da publicação no Diário Oficial do Estado (DOE), após sanção do governador Wilson Lima (PSC). 

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