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Pandemia

CMM vai manter sessões híbridas mesmo com oposição de alguns vereadores

A falta de quórum foi um dos motivos para o pedido do fim das reuniões on-lines
image Crédito: Robervaldo Rocha/CMM
Fonte: Ana Kelly Franco - Há 3 semanas

Mesmo com o apelo de um grupo de vereadores, liderados por Glória Carratte (PL), que defendem que as sessões plenárias da Câmara Municipal de Manaus (CMM) sejam exclusivamente presenciais e, extinguindo as on-lines, o presidente do Legislativo municipal, vereador David Reis (Avante), já adiantou que, enquanto durar a pandemia da Covid, as sessões se manterão híbridas.

“Enquanto permanecerem em vigor as medidas restritivas de segurança sanitárias de enfrentamento à Covid-19, a Câmara continuará com as sessões híbridas, facultando aos parlamentares a opção de participar das sessões plenárias de forma virtual ou presencial”, frisou.

A ausência dos vereadores no plenário da Câmara foi o tema dos discursos no pequeno expediente na última quarta-feira,14. Alguns parlamentares se posicionaram a favor do fim das sessões híbridas. A vereadora e terceira vice-presidente da CMM, Glória Carrate, indagou a falta de compromisso de alguns vereadores, que "congelam a imagem na TV virtual" para burlar a presença nas sessões. Para evitar essas situações, a vereadora pediu o fim das sessões híbridas. O seu discurso foi apoiado pelos vereadores Rodrigo Guedes (PSC) e Everton Assis (PSL).

Em entrevista para o Portal Norte de Notícia, Glória mostrou o descontentamento com a posição da presidência da casa em manter as sessões híbridas. “O que posso fazer? O regime (na CMM) é presidencialista, fiz a minha contribuição como parlamentar, como membro da mesa diretora. Ele poderia colocar em pauta para discutimos sobre esse tema, fiz minha parte e minha posição é contra as sessões híbridas”, comentou a parlamentar.

Everton Asssis mostrou seu aborrecimento sobre o assunto. “Em relação a sessão virtual eu sou contra que o vereador deixe a foto, em vez de aparecer no vídeo, nós temos que estar presente seja no virtual ou no plenário, o parlamentar tem que participar da integralmente da sessão. É um desrespeito o vereador ‘congele sua imagem’ para contar sua presença", criticou.

Assis falou que concorda com a decisão do presidente David Reis em mater as sessões híbridas, porém afirma que irá ficar atento aos vereadores que "burlam" sua presença virtualmente.  "Irei ficar atento a presença dos vereadores, não admito que em horário regimental os vereadores estejam em comunidades ou acompanhando as solenidades do prefeito, em vez de estar na CMM. Não há com aceitar isso, vereador tem que estar na CMM em horário regimental legislando a favor do povo. Trabalho de campo pode ser feito após o horário de expediente", comentou.

'Não há segurança'

Para o ouvidor e vereador da CMM, Amom Mandel (Podemos), não há segurança para que todos retornem ao regime presencial. “O retorno parcial é seguro, mas não o totalmente presencial, primeiro porque na Câmara sequer cabem todos os assessores nos gabinetes; o próprio fato de pedirem a volta presencial e sequer usarem máscaras nos discursos já diz muito.”

Os vereadores Wallace Oliveira (Pros), primeiro vice-presidente; Joao Carlos (Republicanos), terceiro secretário, concordam com a decisão de Reis em mater as sessões híbridas. 

"Cada um é responsável por seus atos. Apoio integralmente a decisão do presidente Davi Reis", disse Wallace.

"Apesar de eu nunca ter faltado uma sessão, preciso considerar que outros colegas de Parlamento necessite participar da sessões on-line por vários motivos, como doença", comentou João Carlos.

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