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Ocorrência

Família acusa PM's de matar entregador por engano durante abordagem policial

Caso ocorreu na comunidade da União, bairro Parque 10, Zona Centro-Sul de Manaus
image Crédito: Divulgação
Fonte: Da Redação - Há 2 semanas

O entregador de delivery Endrio de Souza Silva, 20 anos, foi baleado na noite desta terça-feira, 30, durante uma abordagem policial, na rua 2 de Agosto, na comunidade da União, bairro Parque 10, Zona Centro-Sul de Manaus. Familiares do jovem afirmam que ele foi morto por engano pelos PM’s.

Segundo policiais da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (ROCAM), houve uma denúncia de uma vítima de que suspeitos estariam se passando por entregadores de delivery para realizarem assaltos. Quando eles foram localizados, houve troca de tiros durante a abordagem policial. Na ação, Endrio acabou baleado.  

O jovem foi socorrido e encaminhado ao HPS 28 de Agosto, na Zona Centro-Sul, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Família acusa engano

Ao repórter Waldir Adriano, da Tv Norte Amazonas, familiares de Endrio afirmaram que os policiais alvejaram o entregador por engano.

“Não é bandido, ele é trabalhador. Foram eles (policiais) que fizeram isso sem motivo. Menino é correto, descente, nunca se meteu coisa errada. Não tem ficha suja. Ele anda com a mochila de entregar lanche. O cara não presta atenção e sai atirando?”, disse uma familiar em frente ao 28 de agosto.

Logo após estas declarações à reportagem, a família foi informada que Endrio havia falecido dentro do hospital. Consternados, eles gritavam palavras de lamento, além de pedir por justiça.

Legítima defesa

O delegado Cícero Túlio, titular do 1° Distrito integrado de Polícia (DIP), afirmou que uma arma de fogo foi encontrada com Endrio e que os policiais agiram em legítima defesa.

‘Foi uma morte por intervenção policial em decorrência de legítima defesa por parte dos PM’s. Um dos suspeitos conseguiu fugir e o outro suspeito (Endrio) que também atirou contra os policiais acabou sendo alvejado. Com ele foi encontrada uma arma calibre 32. com munições”

Endrio de Souza Silva não tinha passagens criminais. A Polícia Civil investiga o caso.

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