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Arrocha da Lei

Polícia prende suspeito de tentar extorquir familiares de preso em operação

A ação foi deflagrada em maio deste ano e investiga atuação de policiais
image Crédito: Reprodução
Fonte: Da Redação - Há 5 dias

Foi preso na tarde desta quarta-feira, 21, no estacionamento de uma unidade do Supermercado DB, mais um integrante envolvido na  operação “Arrocho da Lei”

O suspeito, segundo uma investigação conjunta do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO)), foi preso após ameaçar e tentar extorquir familiares de um dos presos na operação.

De acordo com o promotor de Justiça Márcio Pereira De Mello, do Ministério Público do Amazonas, o suspeito foi preso após denúncias. “O Gaeco tomou conhecimento de ameaças relacionadas a familiares de um dos acusados da Operação Arrocho da Lei. Iniciamos as investigações e a pessoa que estava praticando as ameaças e tentativa de extorsão foi monitorada, foi feito campana e lograram êxito na prisão desse indivíduo”, disse.

Início da operação

A operação foi deflagrada em maio deste ano e investiga atuação de policiais, que, ao abordar traficantes, ao invés de efetuar prisões e apreensões, estavam se apossando das drogas sem efetuar prisões. 

Na ocasião, dois policiais militares, sendo um coronel da PM e outro da Polícia Civil foram presos na “Operação Arrocho da Lei”.

Os nomes não foram divulgados pelos promotores do caso, mas extraoficialmente vazou a informação de que um dos presos na operação é o tenente-coronel da Polícia Militar, Glaubo Rubens Alencar.

Está sendo investigado se os suspeitos presos na Operação Guilhotina também estão envolvidos nesta ação.

Segundo investigações da DRCO, os servidores públicos da segurança subtraíram meia tonelada de drogas da organização criminosa (Comando Vermelho) e estariam envolvidos em alguns homicídios. Um dos alvos de prisão, poderia ter sido assassinado como queima de arquivo.

A operação está sob o comando dos promotores Márcio Pereira de Mello, Armando Gurgel Maia, Edinaldo Aquino Medeiros e Luiz Alberto Dantas.

As investigações começaram em janeiro de 2021 quando corpos foram encontrados com cartazes informando que havia ‘arrochos’ em Manaus. O termo designa a participação de policiais no roubo de drogas e bens de traficantes ao invés de apreender o material.

“Nos meses de janeiro e fevereiro os agentes públicos no momento da prisão de traficantes realizaram a extorsão de valores, a subtração da droga, para traficarem”, explicou o promotor.

Segundo o promotor Armando Guergel, as investigações começaram no dia 23 de janeiro, com roubo de meia tonelada de drogas, os presos na operação de hoje, subtraíram o celular dos membros da facção, durante o roubo da carga, que foi rastreado pelos investigadores e conseguiram identificar os suspeitos.

Identificado a penas como Coronel, os promotores relataram que câmeras de vigilância capturaram o veículo usado por ele no roubo dos entorpecentes. “Aquele veículo tinha sido comprado recentemente e estava no nome do coronel. O carro foi filmado na cena do crime”, comentou.

Foram realizados 10 mandados de buscas e apreensões, nas residências foram apreendidos uma certa quantia em dinheiro, armas sem registros e vários celulares.  O caso ainda está sob investigação e as prisões e apreensões ajudarão a entender melhor a dinâmica e envolvimento dos suspeitos no crime.

 

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