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Caso Henry

Dr. Jairinho diz ser perseguido por delegado responsável pela investigação

Padrasto e mãe do menino pedem a anulação na Justiça de possíveis provas do caso
image Crédito: Divulgação
Fonte: O Globo - Há 1 semanas

 

No pedido protocolado na terça-feira, 6, na 2ª Vara do Tribunal do Júri, foi incluído todo o material recolhido pela Polícia Civil, entre celulares e computadores, nos endereços onde eles estavam morando desde o falecimento da criança. Segundo a emissora TV Globo, os advogados afirmam que os agentes da 16ªDP (Barra da Tijuca), que investiga o caso, descumpriram procedimentos legais ao realizar as apreensões e levaram os equipamentos eletrônicos dos parentes de Dr. Jairinho e Monique.

O casal justifica que seus parentes não eram citados na ordem judicial de busca e apreensão, e que, por isso, não poderiam ter seus celulares recolhidos.  No documento, a defesa afirma que Dr. Jairinho tem sigo perseguido pelo delegado responsável pelo caso, Henrique Damasceno, titular da 16ªDP, e pede que a investigação seja realizada pela Delegacia de Homicídios da capital

Dados telefônicos e telemáticos serão extraídos dos 11 aparelhos — do pai, da mãe e do padrasto de Henry — que foram apreendidos. A decisão judicial deferiu também a quebra dos sigilos dos nove celulares e dois laptops recolhidos nas casas de Leniel, no Recreio dos Bandeirantes, e de Monique e Jairinho, em Bangu. Os aparelhos já estão com os profissionais do serviço de áudio e imagem, do setor de perícia de informática do ICCE, onde parte da equipe tem formação em TI.

Eles são os responsáveis por conectar os telefones e computadores alvos de mandados de busca e apreensão a um software com tecnologia de ponta instalado nas máquinas do instituto. O serviço de extração de dados, dependendo da quantidade de informações contidas nos equipamentos, pode ser feito em horas ou levar até uma semana. Conteúdos apagados também podem ser recuperados.

A partir daí, é gerado um laudo dos equipamentos examinados, com as características encontradas neles. O programa também emite uma espécie de espelho com o material contido nos eletrônicos, devidamente separado por fotos, aplicativos de conversa e agenda, entre outros. Tudo é gravado digitalmente, em DVDs ou pen drives, e entregue ao delegado responsável pelas investigações.

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