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Crise diplomata

Rússia impedirá a entrada de funcionários do alto escalão dos EUA

Entre eles estão o diretor do FBI, o diretor de Inteligência, o procurador-geral e o conselheiro de segurança interna
image Crédito: Divulgação
Fonte: G1 - Há 3 semanas

A Rússia anunciou nesta sexta-feira, 16, que expulsará 10 diplomatas americanos em resposta às sanções tomadas por Washington, acrescentando que "recomendou" ao embaixador americano em Moscou que retorne ao seu país.

"Dez diplomatas foram incluídos na lista que nos foi entregue com o pedido de saída dos Estados Unidos. Vamos responder a essa medida reciprocamente e pediremos a dez diplomatas americanos na Rússia que deixem nosso país", declarou o ministro das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, em entrevista coletiva.

Os EUA anunciaram na última quinta-feira, 15, que vão impor sanções à Rússia como uma resposta à interferências dos russos nas eleições americanas e uma operação de ataque virtual que conseguiu acessar dados de agências governamentais dos EUA. Uma medida para proibir que as instituições financeiras americanas negociem títulos de dívida pública russa recém-emitidos, conhecidos como OFZs, e títulos emitidos pelo banco central russo e pelo Fundo Nacional de Riqueza.

A Rússia anunciou também que impedirá a entrada no país de vários funcionários do alto escalão do governo dos Estados Unidos, incluindo o diretor do FBI, o diretor de Inteligência, o procurador-geral e o conselheiro de segurança interna.

O chefe da agência penitenciária federal e dois altos funcionários do governo Donald Trump também estão proibidos de entrar: o ex-Conselheiro de Segurança Nacional e o ex-diretor da CIA.

O diretor da Agência Federal de Investigação (FBI), Christopher Wray, a Conselheira de Segurança Interna, Susan Rice, a Diretora de Inteligência, Avril Haines. O secretário de Segurança Interna, Alejandro Mayorkas, o procurador-geral, Merrick Garland, e o chefe da agência penitenciária federal, Michael Carvajal.

O Ministério de Relações Exteriores russo considera que todos eles "participaram da implementação da política anti-russa" dos Estados Unidos, assim como as ex-altos funcionários de Trump, John Bolton (assessor de Segurança) e Robert Wolsey (que foi diretor da CIA).

Normalmente a lista de pessoas declaradas "non grata" é confidencial, mas a Rússia disse que decidiu torná-la pública devido ao "caráter sem precedentes" da crise diplomática entre os dois países.

 

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