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Arquidiocese de Manaus

Igreja Católica realiza protesto em memória das 500 mil vítimas da Covid-19

O ato irá lembrar com 500 velas as mortes decorrentes do coronavírus e por falta de oxigênio
image Crédito: Divulgação
Fonte: Ana Kelly Franco - Há 5 dias

A Arquidiocese de Manaus junto com as pastorais sociais e familiares de vítimas da Covid-19 realizam às 18h, desta segunda-feira, 21, ação para lembrar as vítimas do coronavírus na escadaria da Catedral Nossa Senhora da Conceição, na praça da Matriz, no Centro da capital amazonense. 

O ato irá lembrar com 500 velas, as mais de 500 mil mortes da pandemia no país. Eles também irão reivindicar vacinação em massa, segurança alimentar e saída do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). 

O evento contará com a presença do Arcebispo de Manaus, Dom Leonardo Steiner e dos bispos auxiliares, Dom Tadeu Canavarros e Dom José Albuquerque.

A coordenadora do Conselho de Leigos e Leigas na Arquidiocese de Manaus, Patrícia Cabral, destaca a importância do ato e diz que a ação é pelas memórias das vítimas e um ato de justiça.

“Esse ato é por memória e justiça, tem por objetivo de lembrar a importância de cada vida perdida, que todas as vidas importam, e que essas vidas não foram perdidas em vão. É uma forma de protestar contra as negligências que estão acontecendo durante a pandemia, principalmente sobre a falta de ações de combate do governo federal”, desabafou. 

Na ação, os nomes de algumas vítimas também serão ditos para o público presente, para lembrar as mais de 13 mil mortes no Amazonas. “Na medida de possível, iremos falar os nomes de algumas vítimas do nosso estado. Principalmente daquelas que morreram por conta da falta de oxigênio”, disse Patrícia Cabral. 

A igreja católica do país vive junto com os brasileiros a aflição de tantas mortes por conta do coronavírus. “A igreja do Brasil presta homenagem as famílias enlutadas. E protesta conta a irresponsabilidade governamental que não providencial a tempo as vacinas, que é a única que pode combater o coronavírus”, lamentou o Padre Geraldo Bendaham, coordenador pastoral arquidiocesana.

A manifestação já foi realizada duas vezes na capital amazonense nos dias 24 de março e 29 de abril quando o país chegou às marcas de 300 mil e 400 mil mortos por Covid-19. 

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