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Enchente

Rio Negro ultrapassa 29 metros e Manaus está próxima de uma cheia histórica

A última grande inundação aconteceu em 2012, há 9 anos
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Fonte: Jefter Guerra - Há 2 semanas

A cota do rio Negro ultrapassou a marca de 29 metros nesta sexta-feira, 30, e Manaus está mais próxima de ter a maior cheia da história, segundo boletim do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), divulgado hoje. De acordo com o superintendente do Serviço Geológico do Brasil  em Manaus, Marcelo Mota, o rio Negro registrou a marca de 29,03 metros, subindo de 5 a 6 centímetros por dia.  

Nesta quinta, 29, o serviço alertou que a cota do rio estava em 28,98 metros, faltando apenas dois centímetros para que seja atingida a situação de inundação, que é de 29 metros.

De acordo com o meteorologista do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam),  Renato Kussen, o comportamento dos oceanos é o principal responsável por alterações nos padrões climáticos na região. 

Acompanhe a live na integra:

Cheia histórica 

A maior cheia já registrada em Manaus aconteceu em 2012, quando o rio Negro 29,97 m. Com a perspectiva de uma cheia histórica na capital amazonense, moradores de áreas de risco da capital, a maioria em casas de palafitas, são os mais prejudicados e os que mais sofrem com a enchente.

Relatos

A moradora da rua Vicente Torres Reis, na divisa entre os bairros São Jorge e São Geraldo, Amanda Barbosa, 29 anos, contou que se sente insegura, poia a água está prestes a entrar na sua casa e até agora nenhuma providência foi tomada.

"Em 2012, foi a maior cheia e tivemos que providenciar a maromba, que é o segundo piso dentro da casa para levantar os objetos, ficamos com a cabeça próximo ao teto. Nós tivemos que juntar dinheiro para não perder nossas coisas. Vem Defesa Civil, vem prefeitura, fazem inscrições, mas nada é resolvido. Eles esperam alagar tudo para tomar uma providência ", lamentou.

Operação Cheia 2021

Às vésperas da divulgação do segundo alerta de cheias na capital CPRM, a Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc) cadastrou mais de 1,6 mil famílias pela operação “Cheia 2021”. Os cadastrados residem nos bairros Mauazinho, zona Leste; Educandos, zona Sul; São Jorge, zona Oeste; e São Geraldo, zona Centro-Sul.

Segundo a Prefeitura de Manaus, as ações visam garantir a prevenção e a antecipação do atendimento às famílias, que anualmente sofrem por conta do fenômeno da cheia. Ao todo, 15 bairros da capital estão sendo monitorados: Mauazinho, São Jorge, Educandos, São Geraldo, Aparecida, Centro, Bairro do Céu, Raiz, Betânia, Puraquequara, Colônia Antônio Aleixo, Compensa, Santo Antônio, Tarumã, Cachoeirinha, além de 27 comunidades ribeirinhas.

Interior

No interior do Amazonas, Guajará, Envira, Eirunepé, Itamarati, Ipixuna, Carauari e Juruá, da Calha do rio Juruá, já decretaram situação de emergência por inundação com cerca de 1/4 da população afetada. Na calha do rio Solimões, Manacapuru e Itacoatiara já atingiram a conta de inundação.

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