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Olimpíadas

Jogos de Tóquio: Brasil estreia contra a Alemanha no futebol masculino

Montagem do time alemão envolveu cortes, racismo e mais vagas do que convocados
image Crédito: Lucas Figueiredo/CBF
Fonte: CNN Brasil - Há 5 dias

Depois da estreia da seleção brasileira feminina de futebol ontem, 21, com goleada sobre a China, o segundo dia da Olimpíada de Tóquio marca a estreia do time masculino, que defende o ouro conquistado em 2016 no Rio de Janeiro, nos pênaltis, contra a Alemanha - curiosamente, a mesma adversária do jogo de amanhã, 22, 8h30 (de Brasília), em Yokohama. 

Alemanha x Brasil é um clássico do futebol que, desde 2014, em razão do 7x1, ganhou um novo peso. Nesta quinta, 22, às 8h30, um novo capítulo desta história será escrito no Japão, fechando a primeira rodada do grupo D, que tem também a Costa do Marfim e a Arábia Saudita - eles jogam antes, às 5h30. Os dois primeiros avançam no torneio.

O palco olímpico tem uma contribuição grande para a história deste clássico, que aconteceu pela primeira vez em uma Copa do Mundo apenas em 2002 - cinquenta anos antes, em Helsinque, alemães e brasileiros já se encontravam em território olímpico. Naquela ocasião, deu Alemanha 4x2 Brasil. 

Depois vieram mais 3 encontros. Nos Jogos de 1984, pela fase de grupos, o Brasil ganhou por 1x0. Os outros dois jogos, em 1988 e 2016, foram, estes sim, icônicos. Pela semifinal dos jogos de Seul, em 1988, o Brasil se classificou com gol de Romário no tempo normal e atuação fenomenal de Taffarel na disputa por pênaltis. Os dois teriam vida longa pela seleção principal, mas o Brasil perderia o ouro para a União Soviética naquela edição. 

O outro duelo, claro, foi a final olímpica de 2016 no Maracanã, também decidida nos pênaltis, com Neymar e Weverton fazendo os papéis que um dia foram de Romário e Taffarel. E a conquista brasileira no Rio de Janeiro nos pênaltis, após o 1x1 do tempo normal, impacta diretamente na campanha de Tóquio 2020. Afinal, a pressão pela falta da medalha de ouro, até então inédita na modalidade, não existe mais. 

Assim, a expectativa é alta sobre o time de André Jardine, que não mostrou desempenho satisfatório nos amistosos preparatórios. Mesmo com a baixa de uma porção de jogadores não liberados por seus clubes, casos de Gérson pelo Olympique de Marseille e Pedro pelo Flamengo, o material humano brasileiro é compatível com o sonho do bi. Entre os destaques estão Richarlison e Douglas Luiz, já titulares pela seleção principal, Claudinho, Matheus Henrique e Arana, estrelas em seus clubes no Brasil, e Dani Alves, o mais experiente. 

Alemanha: baixas e um jogo sem final

O time alemão, comandado por Stefan Kuntz, ganhou, no mês passado, a Euro sub-21, e chegou nas últimas três finais do torneio com o mesmo treinador que está em Tóquio. Dos titulares desta final recente, quatro atletas estão convocados também para a Olimpíada: Raum, Schlotterbeck, Piepper e Maier. 

O drama que a Alemanha viveu precisando desconvocar atletas foi ainda maior que o exemplo brasileiro. Segundo o técnico Kuntz, a lista original de 100 jogadores acabou virando só 18 na relação final. E, mesmo com 22 vagas para preencher, ele não encontrou quatro atletas disponíveis com quem quisesse contar. A maior baixa na convocação original é Ismail Jakobs, promissor meia, que, transferido do Colônia para o Monaco, não conseguiu liberação do novo clube.

Assim, considerando que 3 dos 18 atletas são goleiros, Kuntz tem mais substituições para fazer (5) do que jogadores de linha à disposição no banco (4). 

No último dia 17, no amistoso final antes dos Jogos, a Alemanha enfrentou Honduras, e o jogo não acabou. Isso porque Torunarigha, zagueiro do Hertha Berlin, sofreu um insulto racista no gramado. O time inteiro da Alemanha se retirou da partida, que estava 1x1 aos 41 do 2º tempo. A Alemanha começou esta partida com Müller; Henrichs, Pieper, Uduokhai e Raum; Maier, Arnold e Stach; Richter, Kruse e Amiri. Tal qual o Brasil de Jardine em seu último compromisso contra os Emirados Árabes Unidos, a Alemanha não jogou bem.

Nesta escalação estão os dois jogadores acima de 23 anos que a Alemanha levou: Arnold, de 27 anos, é meia e atua no Wolfsburg; e Max Kruse, de 33 anos, que fez excelente temporada pelo Union Berlin. 

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