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Valéria Costa

Jornalista e colunista

Coluna Ponto e Vírgula

Ministério da Amazônia pode ir para Pazuello

22/03/2021

Nova pasta

 

O novo assunto nos bastidores de Brasília é a proposta em torno de um Ministério da Amazônia. A pauta ganhou destaque nos últimos dias e, há quem afirme que a criação dessa pasta seria uma forma de o presidente Bolsonaro manter Pazuello no governo.

 

Amparo para a região

 

O Palácio do Planalto não confirma. Mas, especulações à parte, a proposta do ministério partiu do deputado federal Átila Lins (PP-AM), que vê neste órgão um instrumento de defesa, de fato, dos interesses da Amazônia.

 

E o Conselho da Amazônia?

 

Sem força política e praticamente nulo, o Conselho da Amazônia daria lugar a um ministério mais robusto e com poder para articular temas polêmicos que afetam diretamente a Amazônia, como a proteção da ZFM e pavimentação da BR-319, além das constantes queimadas na região.

 

Sem função

 

Fontes consultadas pela Coluna afirmam, categóricas, que o Conselho da Amazônia não funciona e, sequer serve para defender os interesses dos Estados da Amazônia.

 

Nulo

 

Opositor do governo federal, o deputado José Ricardo (PT) é mais crítico ainda: “com a pandemia, o Conselho não serviu para nada”. Para ele, o órgão é nulo pois não tem decisão política e nem planejamento seja para o Brasil seja para a Amazônia.

 

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Bem-estar animal

 

Tramita na Assembleia Legislativa do Amazonas projeto de lei cria o Código de Direito e Bem-Estar Animal do Amazonas, de autoria da deputada estadual Joana D’Arc (PL), com 109 artigos.

 

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Cláusula de barreira

 

Com a proximidade do processo eleitoral 2022, muitos partidos pequenos criados há pouco tempo, podem ser extintos ou anexados a outros para não ficarem de fora do game. A lista inclui PSC, Avante, Podemos, Patriota, PTB, que possuem baixa representatividade na Câmara dos Deputados.

 

Ilustres membros

 

No Amazonas, esses partidos têm ilustres representantes, como o governador Wilson Lima (PSC) e o prefeito David Almeida (Avante). Mas, que, se quiserem ter êxitos nas próximas eleições majoritárias terão que trocar de partido.

 

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Candidaturas

 

A cláusula de barreira traz à tona a verdadeira ginástica de como serão construídas candidaturas majoritárias para as eleições de 2022. A do presidente Jair Bolsonaro, que está sem partido, é uma delas.

 

Reforma à vista

 

E por falar em eleição e regras eleitorais, já há um novo movimento na Câmara dos Deputados para propor alterações na legislação eleitoral. Parece que virou regra: a cada 2 anos se propõe mudanças no código eleitoral.

 

Modus Operandis

 

Regras, velhas ou novas à parte, o que não se muda mesmo é o modo de fazer política do Brasil. Sempre conveniente com o poder de plantão.

 

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Nomeação demorada

 

E a nomeação do médico Marcelo Queiroga para o Ministério da Saúde, sai ou não sai?