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Valéria Costa

Jornalista e colunista

Coluna Ponto e Vírgula

CPI da Pandemia promete abrir a 'Caixa de Pandora'

21/07/2021
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Fatos graves

Prorrogada até novembro, a CPI da Pandemia tem em suas mãos informações e dados "gravíssimos", que serão mostrados à medida que as investigações forem evoluindo, segundo adiantou o presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD), em entrevista à rádio Mais Brasil News, de Brasília. 

Governo omisso

Alvo de sistemáticos ataques por parte do presidente Bolsonaro (sem partido) e seus aliados, o senador retruca que o governo federal quer encobrir sua omissão e ineficiência no combate e enfrentamento à Covid e, que, no meio desses escândalos, Bolsonaro ainda não veio a público desmentir os fatos narrados na CPI que o envolvem.

Parecer

A CPI da Pandemia retorna dia 3 de agosto, na mesma semana em que completa 3 meses de trabalho. Nesta segunda fase das investigações, o relatório do senador Renan Calheiros (MDB-AL) já deve dá uma mostra do que será apresentado no final das investigações.

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'Presidente, vete!'

Ainda sobre a polêmica do fundo eleitoral bilionário, aprovado na semana passada pelos congressistas, o senador Omar Aziz fez um apelo público a Bolsonaro: "presidente, vete!". Para o parlamentar, este trecho da LDO 2022 tem que ser vetado em sua integralidade e não ser alvo de proselitismo por parte do presidente, de negociar uma redução do valor do "fundão".

Armação

O vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL), já tinha "cantado" a pedra de que fora alvo de uma armação por parte do Palácio do Planalto no que diz respeito a uma jogada para que o fundo eleitoral tivesse seu valor reduzido pelo presidente Bolsonaro.

Crimes

O tiroteio entre o chefe da Nação e os parlamentares do Amazonas têm ganhado corpo e espaço na política nacional e expõe uma forma imatura de fazer política neste país. Para Aziz, Bolsonaro não tem compaixão pelo próximo e que a CPI da Pandemia tem exposto dois tipos de crimes: contra a vida e sanitário.

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União, mesmo que tardia

Na eleição municipal de 2020, partidos e políticos de direita do Amazonas se ressentiram de que não houve união em torno de um projeto eleitoral próprio e, devido a vários candidatos a prefeito, eles se diluíram saindo enfraquecidos. Agora, um ano antes da disputa de 2022, já há um movimento de entes da direita no sentido de se unir em torno de uma candidatura majoritária que tenha apoio do governo federal.

Negociações

A questão é que no discurso, tudo é lindo. A prática, no entanto, é mais difícil porque sempre há os interesses internos e as vaidades a serem administradas e todos querem ostentar uma candidatura, seja para o governo seja para o Senado. As negociações estão postas e à mesa.

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Recuperar o prejuízo

Apenas com um representante com mandato político, o vereador de Manaus Jaildo dos Rodoviários, o PCdoB tenta se manter no jogo político e já articula entrar na disputa eleitoral de 2022. A figura principal do partido, a ex-senadora Vanessa Grazziontin, já pode ser vista em agendas no interior e na capital, além de estar bastante ativa em suas redes oficiais.

Proporcionais

Mas, à Coluna, o presidente regional do partido, Eron Bezerra, garantiu que, neste momento, a prioridade inicial é montar uma chapa completa para a Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa. "Por enquanto não temos deliberação de lançar majoritário".

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PT Amazonas faz mistério

O PT Amazonas também se mostra uma incógnita quando instado sobre as eleições gerais do próximo ano. A estrela da sigla, o deputado federal Zé Ricardo, é apontado nos bastidores como um eventual pré-candidato ao governo do Estado. Mas, há quem diga que ele não irá trocar uma eventual reeleição na Câmara dos Deputados para uma disputar às cegas à cadeira de Wilson Lima (PSC).